João Carlos Salles discute corte de verbas nas universidades em entrevista à Rádio Excelsior

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Nesta segunda (7), João Carlos Salles esteve no programa “Doze em pauta”, da Rádio Excelsior da Bahia, conversando com o jornalista João Victor sobre sua candidatura à reitoria da UFBA e os desafios enfrentados pela universidade pública no Brasil, como os recentes cortes orçamentários. Uma avaliação da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) estima que o orçamento das universidades federais sofrerá uma redução de quase R$500 milhões em 2026. 

João defendeu que para reverter esse quadro, será preciso dialogar com o governo e a sociedade. "Esse governo é responsável, na história do Brasil, pela ampliação das universidades e pela criação de um vínculo extraordinário entre o sistema de universidades federais e o projeto de nação. Isso significa que você deve ter espalhadas por todo o país instituições capazes de desenvolver ensino, pesquisa e extensão. Se essas instituições estão sendo atacadas, se o Congresso Nacional ousa retirar recursos, nós temos que estar juntos com o governo, e o governo conosco, fazendo com que a sociedade compreenda que a educação é uma prioridade nacional". 

Os desdobramentos desses cortes na política de assistência estudantil também foram tema da entrevista. “Não adianta oferecer acesso se você não promove a verdadeira inclusão. Precisamos desenvolver uma cultura de acolhimento e pertencimento, e para isso não podemos reiterar verbas da assistência estudantil”. 

O programa pautou ainda o período em que João esteve à frente da reitoria da UFBA, entre 2014 e 2022, classificado como uma mistura de “pandemia e pandemônio”, em referência ao obscurantismo do governo Bolsonaro. “Foi a capacidade da UFBA, o talento da nossa gente, que permitiu que saíssemos com louvor e distinção em meio à penúria e à agressão”. 

Por fim, João conclamou os ouvintes a participarem da construção coletiva do programa que irá guiar a próxima gestão da universidade.  “A universidade se faz da cor e da diversidade do seu povo”. 

Veja a entrevista na íntegra

(18’11’’ até 44'44'')